24.6.07

Respiro o teu corpo...




...Me vício é você!

21.6.07

Reconstituição




Tive de repente
saudade da bebida que eu estava bebendo...
tive saudade e tentei me lembrar que gosto faltava,
qual era a bebida...
Fui procurando entre copos e móveis
e dei com sua boca.

A saudade era dela
A bebida era o beijo.

(by Elisa Lucinda)

8.6.07

Te Adorar



Nada mais me atrai
Que tua tez morena, ai, ai, ai.
Talvez por eu ser o teu servo,
Com certa obsessão a observo.

Nada faz brilhar
E agrada mais ao meu olhar;
Pois se eu te vejo, meu buquê,
Vejo o que eu mais desejo ver...

A te adorar, parado em ser teu par,
A te adorar, dourar, dourar...
Te ver me dar tudo que és,
Da cabeça até os pés.

Nada mais me traz
Felicidade e paz
Do que ver-te, ver-te sorrir;
É como sorver um elixir.

Fico a te focar;
Mergulho fundo no teu olhar.
Mesmo quando o gozo já vem,
Eu me afundo bem ali e além...

A te adorar, parado em ser teu par,
A te adorar, dourar, dourar...
Te ter, me dar a tudo que és,
Da cabeça até os pés.

Te adorar...
Te adorar, dourar, dourar...
Te ver me dar tudo que és,
Da cabeça até os pés.

Te adorar...
Te adorar, dourar, dourar...
Te ver me dar tudo que és,
Dez mil vezes, mil vezes dez!

(by Lokua Kanza/ Carlos Rennó)

2.6.07

Uma Canção Distante








Guardo tuas coisas para uma viagem
(em que tempo?):
em que vagão viajaremos --- e as janelas
abertas pr’uma paisagem verde...!?
Guardo tuas coisas para uma viagem
(em que modo?):
no modo presente, no modo advérbio, passado ---
passam, passam coisas,
que os meus dedos aos lábios, de uma mão perfeitamente trêmula,
cantam uma canção distante:
silêncio.
Guardo tuas coisas para uma viagem
(em que vontades?):
pois se me fugiram os cavalos meus,
arrebentados todos os trens,
mortos os condutores de todos os carros,
naufragadas todas as jangadas,
e o mar
brutalmente mar,
mesmo assim,
as coisas tuas guardadas, fiel:
(onde?)
navegar é possível.

(by Soares Feitosa)