3.8.07

Essa busca que inicia e termina ... a repetição nunca é fidedigna!



No fundo, tudo o que foi possível uma vez não pode voltar a ser possível, a menos que os pitagóricos tivessem razão, ao crer que sempre que se apresenta uma mesma conjugação dos astros se devem repetir sobre a terra os mesmos acontecimentos até ao mais insignificante dos pormenores de tal maneira que quando os astros atingem uma determinada posição um estóico deve fazer aliança com um epicurista, César deve ser assassinado e Colombo deve descobrir a América. Só se a terra, no fim do quinto ato, retomasse desde o começo o seu drama e estivesse provado que o mesmo encadeamento de causas, o mesmo Deus ex machina, a mesma catástrofe voltassem com intervalos regulares, é que o homem poderia desejar que a história monumental se repetisse com uma fidelidade iconográfica, isto é, até ao mais pequeno pormenor, cada fato com a sua particularidade e a sua unicidade bem definidas. Mas isso não acontecerá, a não ser que os astrônomos se transformem em astrólogos.




(Nietzsche)

5.7.07

Estréias...




As vezes, uma densa neblina invade, adentrando a minha casa...Vou tatendo pelas paredes dos comodos, como que estivesse me visitando, tudo parece novo e desconhecido...temo cair ou não alcançar meu desejo...Brinco de adivinhas?!...Recorro a memória das velhas idas e vindas...mas nada aplaca a sensação de estar em um absoluto estado desconhecido...Socorro-me, lanço mão dos óculos porque temo errar, mas e se assim mesmo errar?, pouco me serve este recurso, nada me dará a segurança de chegar sã e salva...
Construirei altos parapeitos, formatando caminhos, assim quem sabe, em puro desespero de trilhar o meu caminho, seja o limite concreto para seguir em frente, sem correr o risco de devios...
...E a lua, nesta manhã de inverno, ainda se mostra no céu...e cheia!