
As vezes, uma densa neblina invade, adentrando a minha casa...Vou tatendo pelas paredes dos comodos, como que estivesse me visitando, tudo parece novo e desconhecido...temo cair ou não alcançar meu desejo...Brinco de adivinhas?!...Recorro a memória das velhas idas e vindas...mas nada aplaca a sensação de estar em um absoluto estado desconhecido...Socorro-me, lanço mão dos óculos porque temo errar, mas e se assim mesmo errar?, pouco me serve este recurso, nada me dará a segurança de chegar sã e salva...
Construirei altos parapeitos, formatando caminhos, assim quem sabe, em puro desespero de trilhar o meu caminho, seja o limite concreto para seguir em frente, sem correr o risco de devios...
...E a lua, nesta manhã de inverno, ainda se mostra no céu...e cheia!

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