5.7.07

Estréias...




As vezes, uma densa neblina invade, adentrando a minha casa...Vou tatendo pelas paredes dos comodos, como que estivesse me visitando, tudo parece novo e desconhecido...temo cair ou não alcançar meu desejo...Brinco de adivinhas?!...Recorro a memória das velhas idas e vindas...mas nada aplaca a sensação de estar em um absoluto estado desconhecido...Socorro-me, lanço mão dos óculos porque temo errar, mas e se assim mesmo errar?, pouco me serve este recurso, nada me dará a segurança de chegar sã e salva...
Construirei altos parapeitos, formatando caminhos, assim quem sabe, em puro desespero de trilhar o meu caminho, seja o limite concreto para seguir em frente, sem correr o risco de devios...
...E a lua, nesta manhã de inverno, ainda se mostra no céu...e cheia!

3.7.07

Livre Arbítrio




A vida não me decepciona, dando-me a gravidade que quero ter. Não há vida decente fora daquilo que me atinge como um tiro ou dois ou mais. Meu corpo não se envaidece em vão, desejo as grandes ofertas, essas sim, fazem valer o que ofereço e que ofereceria mesmo se não soubesse que ofereço. Porque é assim que sei me dar, não me daria por menos, por metades; por algo que não provocasse insuportavelmente o meu corpo e minha constante estréia. Minhas coxas são as primeiras a perceber os sintomas, sempre elas. Oferecidas, bélicas e dormentes. Não importa o que virá e se virá, importa que eu possa perambular nesse estado de mim mesma, importa a embriagues que certas vias comportam. É meu livre arbítrio.

ivana debértolis