3.7.07

Livre Arbítrio




A vida não me decepciona, dando-me a gravidade que quero ter. Não há vida decente fora daquilo que me atinge como um tiro ou dois ou mais. Meu corpo não se envaidece em vão, desejo as grandes ofertas, essas sim, fazem valer o que ofereço e que ofereceria mesmo se não soubesse que ofereço. Porque é assim que sei me dar, não me daria por menos, por metades; por algo que não provocasse insuportavelmente o meu corpo e minha constante estréia. Minhas coxas são as primeiras a perceber os sintomas, sempre elas. Oferecidas, bélicas e dormentes. Não importa o que virá e se virá, importa que eu possa perambular nesse estado de mim mesma, importa a embriagues que certas vias comportam. É meu livre arbítrio.

ivana debértolis

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